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Pensão por morte: filho estudante recebe até os 24 anos?

Não. No INSS, a cota do filho termina aos 21 anos, mesmo que ele esteja na faculdade — e o STJ já decidiu que a Justiça não pode estender.

Revisado em 16 de setembro de 2026

A pensão do filho acaba aos 21 anos

Pelas regras do INSS, o filho é dependente para a pensão por morte até completar 21 anos. Nessa data, a cota dele termina — mesmo que esteja na faculdade, mesmo que não trabalhe, mesmo que dependa totalmente daquele dinheiro.

E a tal extensão até os 24 anos?

Não existe no INSS. A ideia vem de outras áreas do direito: no imposto de renda, o filho universitário pode ser dependente até os 24 anos, e na pensão alimentícia a Justiça costuma estender o dever dos pais durante os estudos.

Na pensão por morte, porém, o Superior Tribunal de Justiça decidiu, em recurso repetitivo, que não é possível prorrogar o benefício para o filho maior de 21 anos que não seja inválido ou com deficiência, ainda que universitário. A lei previdenciária é taxativa, e o Judiciário não pode criar hipótese que ela não prevê.

Quando a pensão continua depois dos 21

O que encerra antes dos 21

A emancipação encerra a cota antes da idade — por casamento, por exemplo, ou por estabelecimento com economia própria. A exceção é a emancipação por colação de grau em curso superior, que não tira o direito.

Como se preparar para o aniversário de 21

A cota termina automaticamente, sem aviso prévio de peso. Algumas providências ajudam:

A cota dele não passa para os outros

Quando a cota de um filho termina, ela não é redistribuída entre a mãe, o pai ou os irmãos que continuam recebendo. A pensão total diminui. Essa regra, e o cálculo das cotas, estão em pensão por morte.

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