PIS/Pasep esquecido: o dinheiro de quem trabalhou até 1988
Quem trabalhou com carteira entre 1971 e 1988 teve cotas depositadas no antigo fundo PIS-Pasep. Milhões nunca sacaram — e ainda dá para pedir.
Revisado em 21 de setembro de 2026
O dinheiro de quem trabalhou antes de 1988
Quem teve carteira assinada — ou foi servidor público — entre 1971 e 1988 teve depositadas cotas do antigo fundo PIS-PASEP. Esse fundo foi extinto, e milhões de trabalhadores nunca sacaram o que era deles.
Em 2020 os valores não sacados foram transferidos para o FGTS e, depois, para o Tesouro Nacional. Eles continuam podendo ser pedidos — mas com prazo.
Quem tem direito
- O próprio trabalhador que teve vínculo entre 1971 e 1988
- Os herdeiros, quando o trabalhador já faleceu
Não confunda com o abono salarial do PIS, que é outro benefício, pago anualmente a quem trabalha hoje com carteira e cumpre requisitos de renda.
Como consultar e pedir
- A consulta de valores está disponível no serviço Repis Cidadão, do governo federal
- O pedido de saque é feito pelo aplicativo FGTS, da Caixa
- Os herdeiros apresentam a documentação que comprova a condição, como certidão de óbito e documentos de parentesco
O prazo divulgado para os pedidos vai até 2028. Depois disso, os valores passam definitivamente ao Tesouro, sem possibilidade de saque.
Cuidado com golpe
"Dinheiro esquecido do PIS" é isca clássica. O pedido é gratuito e feito pelo aplicativo oficial ou pelos canais do governo. Ninguém precisa da sua senha nem de taxa antecipada para liberar esse valor. Veja golpe do INSS.
Aproveite e confira o tempo desses anos
Quem trabalhou com carteira antes de 1988 tem um motivo a mais para olhar o extrato do INSS: são justamente os vínculos mais antigos os que mais faltam no CNIS. O dinheiro do PIS é pequeno perto do que pode valer um vínculo desses reconhecido na aposentadoria.
Veja contribuições antes de 1994 e averbação de tempo. E o número do PIS dessa época também é o seu NIT — veja como consultar o NIT ou PIS.
A ExataPrev é uma empresa privada, sem vínculo com o INSS ou com o governo federal. Fazemos análise técnica do extrato que você mesmo baixa no Meu INSS. Não somos escritório de advocacia e não atuamos em processo: caso judicial, tempo especial e tempo rural contestado pedem um advogado.